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PAULO IVAS – CONHECIMENTO DO NEGÓCIO: VALE A PENA INVESTIR EM FERRAMENTAS ANALÍTICAS ?

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Paulo Ivas – Partner Development Lead MICROSOFT

No seu sector de atuação faz sentido investir em ferramentas analíticas? Em quais e porquê?

Na minha opinião a implementação de ferramentas de análise de mercado é hoje fundamental para o sucesso das organizações. Em mercados competitivos e tipicamente maduros em que operam as empresas Portuguesas a utilização destas ferramentas é cada vez mais um elemento diferenciador para a tomada de decisão sobre investimentos em segmentos de mercados, perfil de consumidores e novas soluções, serviços ou produtos. Se para tal a informação de mercado de entidades reconhecidas é crucial a verdade é que dentro das nossas organizações há informação critica cuja capacidade de análise e interpretação é fundamental, daí ser crítica a evolução destas ferramentas.

Nesse sentido, em que tipo de ferramentas analíticas deverão as empresas apostar?

Em ferramentas flexíveis que permitam dar autonomia aos seus colaboradores e que permitam as organizações otimizar as suas operações, transformar os seus produtos e conhecer os seus clientes. Assim, penso que ferramentas como Microsoft Power BI, totalmente “cloud based” num modelo operacional, permite a melhor experiência de análise de todo o tipo de dados, em qualquer altura em qualquer local com a segurança da proteção de informação.

Quais as maiores oportunidades na implementação de ferramentas analíticas. E como as aproveitar?

A maior oportunidade na implementação de um serviço como o Power BI é a facilidade com que as organizações passam a ter acesso aos seus dados, em tempo real com dashboards interativos e relatórios personalizados, utilizando uma linguagem natural e totalmente “user friend” permitindo a integração com ferramentas de produtividade e mobilidade, como exemplo Office 365 ou Dynamics 365.

Esta facilidade na utilização e interpretação da informação é fundamental para a tomada de decisão rápida, transformando-se numa vantagem competitiva, permitindo com o permanente acesso aos dados introduzir melhorias e fazer correções.

Numa perspetiva mais a médio prazo, como vê a evolução desta área – business intelligence – nos próximos três a cinco anos?   

Com a oferta destas ferramentas de BI enquanto serviço Cloud irá permitir o acesso a cada vez mais organizações, nomeadamente no segmento de PMEs, que desta forma não necessitam de investimentos significativos utilizando um modelo operacional utilizando as mesmas ferramentas que empresas de maior dimensão.

As ferramentas de BI serão usadas cada vez mais a partir de dispositivos moveis com a mesma riqueza de informação e em tempo real, utilizando serviços de linguagem natural com a interligação de dados de ferramentas produtivas como o Excel as aplicações de negócio, ERP e CRM.

TERESA FIGUEIREDO – CONHECIMENTO DO NEGÓCIO: VALE A PENA INVESTIR EM FERRAMENTAS ANALÍTICAS?

Seldata, Bird, Distribuição Hoje, Museu do Oriente

Teresa Figueiredo – Country Manager da Kantar Worldpanel

No seu sector de negócio – o comportamento do consumidor – faz sentido investir em ferramentas analíticas ?

Sim, absolutamente, até porque as ferramentas analíticas também permitem diagnósticos antecipados. E dou-lhe um exemplo: se imaginarmos uma empresa que não investe nesse área, com o tempo, a evolução das suas vendas e da sua performance há de demonstrar que algo está errado. Mas para chegar a essa conclusão irá demorar muito mais do que se tivesse procurado obter a informação que lhe permitisse reagir antecipadamente, mais depressa e tendo por base diagnósticos muito mais ajustados. Ciência pura e 100% de garantia, se calhar, nunca existirá, mas obviamente que cada vez mais a análise dos dados e da informação recolhida é importantíssima.

Nesse sentido, em que tipo de ferramentas analíticas deverão as empresas apostar?

Na realidade, se não houvessem limitações financeiras, acho que há imensas ferramentas que se complementam, desde as mais quantitativas – um painel de comportamento real, por exemplo – às mais comportamentais e qualitativas e extremamente interessantes: a reputação das marcas, o brand equity, filmagens no ponto de venda que medem o tempo que as pessoas levam a decidir-se ou como se comportam, etc. No fundo, as qualitativas complementam as quantitativas e formam um conjunto muito eficaz de ferramentas à disposição das marcas. No entanto, o difícil é escolher e saber quais as mais adequadas a cada sector, produto ou serviço. Por outro lado, os budgets são limitados e, na verdade, pensando no contexto atual em que muitas marcas não são locais, o que é que eu posso realmente fazer com certas informações? Pode ser uma informação nice to know mas se calhar não posso alterar uma embalagem porque é global ou uma campanha porque também é global e como ainda nem todas as grandes marcas globais seguem a máxima “Think global but act glocal”,   por vezes é essencial parar para pensar: Que tipo de informação é que eu realmente posso utilizar para agir?

Em que departamentos da sua empresa considera que existem maiores dificuldades para encontrar soluções que podiam ser fornecidas por estas ferramentas ?

Temos muitos tipos de soluções para além dos painéis mas dentro das soluções mais especializadas em determinadas áreas – as chamadas expert solutions – e tendo por base na problemática do cliente, podemos fazer sugestões sobre que tipo de análises serão mais indicadas para o seu caso. Geralmente, procuram-nos para todas as questões relacionadas com o processo de estruturação das gamas, com o lançamento de uma nova referência, com o desenho do linear e a construção das categorias.

Numa perspetiva mais a médio prazo, como vê a evolução desta área – business intelligence – nos próximos cinco anos?

Acho que o que vai mudar não serão tanto os estudos que se vão fazer mas as formas de recolher informação que podem alterar-se significativamente com base na tecnologia que irá ser desenvolvida. Ou seja, há um painelista que se regista, que está online e tudo o que ele faz online irá ser seguido e monitorizado. Acho que o futuro passa por aí, mais pela forma de recolher informação do que pela análise propriamente dita, não só por causa da evolução brutal da tecnologia, como também porque é muito importante sermos cada vez mais rápidos. Não tenho qualquer dúvida que vamos ser cada vez mais technology driven.